Histórias e Vozes da 2.ª Edição do BDPALOP: Um Olhar Sobre os Autores
Por detrás das histórias que compõem a 2.ª edição do BDPALOP estão seis autores talentosos: Géssica, Rosana, Alice, Sundar, Mércia e Rui. Cada um trouxe a sua visão, as suas vivências e uma vontade única de representar as realidades dos PALOP através da banda desenhada.
Neste artigo, exploramos as inspirações, desafios e as mensagens que pretendem transmitir ao público.
Inspirações e Temáticas
As narrativas criadas reflectem as realidades e aspirações dos seus autores. Géssica e Rosana, por exemplo, buscaram inspiração em histórias espirituais e nas dificuldades enfrentadas por jovens artistas. Segundo Géssica, “A nossa história reflecte um caminho de autoconhecimento e a busca por valores que muitas vezes esquecemos no dia a dia”.
Mércia e Rui decidiram revisitar o impacto da Guerra Civil moçambicana. “Queríamos criar algo que chamasse a atenção para a importância de mantermos a paz e a união, especialmente para as gerações mais jovens”, explicou Rui.
Já Alice e Sundar destacaram o poder do amor e da família como os pilares de suas narrativas. Alice comentou: “esta obra é uma forma de mostrar como as nossas raízes e as nossas conexões nos fortalecem, mesmo em momentos difíceis”.
Desafios Criativos

O processo criativo foi um teste à dedicação e organização dos autores. Para Rosana, “conciliar o trabalho e os prazos foi um dos maiores desafios, mas também nos ajudou a crescer como artistas”. Além disso, equilibrar elementos visuais e narrativos para criar histórias cativantes foi outra dificuldade mencionada por vários autores.
Sundar apontou: “A parte mais difícil foi encontrar o equilíbrio entre criar uma história envolvente e ilustrá-la de forma que o público pudesse se conectar com ela imediatamente”.
Impacto e Expectativas

Cada obra tem o potencial de despertar empatia, reflexão e mudança social. Os autores esperam que os leitores se identifiquem com as histórias e valorizem as suas culturas. “Espero que os leitores percebam que, mesmo nas adversidades, há sempre espaço para resiliência e aprendizado”, afirmou Alice.
Para Mércia, a banda desenhada vai além do entretenimento: “É uma forma de nos expressarmos e de manter vivas as nossas histórias e lutas”.
Olhares para o Futuro
O impacto positivo do BDPALOP motivou os autores a continuar explorando novas narrativas. “Este projeto abriu uma porta importante, não só para mim, mas para muitos outros artistas que estão a emergir nos PALOP”, disse Rosana, entusiasmada com o futuro.
A segunda edição do BDPALOP celebra, assim, a diversidade e a criatividade que emergem das vozes dos PALOP. E, por trás de cada traço e palavra, estão histórias que nos conectam, inspiram e provocam.